Magníloquo  

Posted by [The]Lirium



E sentada no círculo de pedra,

sendo acariciada pelos raros raios solares naquela tarde de inverno,

Ela O sentiu.

Não soube descrever exatamente o que era. O fato é que sua presença foi notada.

E num súbito açoite do vento, ele a chamou com a força da floresta...

A plantação de milho chacoalhava-se rumo à estreita fenda de sombras

Ela sorriu fitando a paisagem.

E da cabeleira da terra, embalada pela mesma brisa, houve um sinal.

Os animais que antes pastavam, rumaram pelo caminho escolhido

- Se você me quer, dê-me outro sinal... – Segredou

E então um grupo de pássaros voou sobre sua cabeça antes repousada.

Convencida, ela se levantou...

Em busca do desconhecido, da aventura, do término.

E quando atravessava ao lado da casinha de madeira, ela parou.

- Devo mesmo prosseguir?

De algum lugar dos céus, uma linda borboleta branca surgiu rodopiando em torno do seu corpo, conduzindo seu olhar para o lado oposto ao dele.

“Se você quer paz, retorne”

E foi o que ela fez sem hesitar, abandonando o caminho de sombras, correu até o circulo de pedra, e se deitou, fitando todo o resto, e o infinito azul do céu com suas pequenas plumas em formato de algodão presas lá no topo, que moviam-se... Moviam-se de acordo com o resto... Ainda para a fenda...

Mas então...

E então...

Adormeci.


Baseado em fatos reais.

Larissa Tonin - [The]Lirium


This entry was posted on segunda-feira, 12 de abril de 2010 at segunda-feira, abril 12, 2010 . You can follow any responses to this entry through the comments feed .

2 Murmúrio[s]

Hey, menina.
Quando acordares, deves lembrar.
Que ali, bem ali onde a grama é mais verde,
O céu é mais límpido e azul,
É para onde retornarás e encontrarás, sempre, a paz.
Lá, o sonho é desnecessário.
Tem-se tudo!

12 de abril de 2010 12:49

Lindo, Mokona!!

^^

Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa

14 de abril de 2010 08:10

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